quarta-feira, 5 de julho de 2017

semestre do cão

Foi um semestre do cão!
Pensei tantas vezes em escrever, precisei tantas vezes fazer isso, desabafar, tentar aliviar o peso que eu vinha carregando, mas eu não tinha forças pra nada.
Os meses passaram e eu não vi.
Agora a poeira está baixando, o corpo está voltando a funcionar, já não me sinto naquele estado letárgico.
Sabe, eu poderia ter feito um diário. Ter registrado como foi esse último semestre, ter registrado a que ponto baixo podem levar a gente. O quanto o stress, o trabalho e tudo relacionado à isso podem corromper tua saúde, teu bem estar, tua sanidade.

E quando você achava que iriam esperar você se recuperar, por que afinal de contas o trabalho te adoeceu, você é demitida.
É frustrante! É como uma apunhalada nas costas. Por tudo que fiz e vivi naquele lugar, a sensação é ruim. 
Por mais que, aquilo no momento estivesse acabando com a minha saúde, talvez houvesse outro modo de se fazer esse tipo de coisa.

Por que no fim, a gente parece pão de chão, depois de surrado eles te jogam fora.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Das coisas que eu não sei dizer

Outro dia eu li um daqueles textos que bateu uma identificaçãozinha aqui.
Eu sou uma pessoa desastrada, mas o desastre não é só físico, de sair derrubando coisas, trombando em tudo por aí...
Sou um desastre emocional também, como muito já falei e já devem ter percebido.
Não cheguei a discutir isso em terapia, mas só pode ser insegurança, medo e daí pra baixo. Pra quem já teve um número considerável de perdas nessa vida, e perdas importantes demais, o medo de passar por isso de novo, é aterrorizante.

E sei lá, qualquer coisa dá medo.
É foda se abrir de fato.
É contraditório, porque muitas vezes parece que sou um livro aberto e me jogo de cabeça nas coisas ( ou é essa a impressão que Eu tenho).
Tenho a impressão de que transpareço o que sinto, mas daí descubro que não.
Sou estabanada e falo algo de qualquer jeito e passo a impressão contrária do que eu queria e daí já foi.
Rainha de perder timings, perco sempre acho que, não, vc não tá dando mole pra mim.
Não faço jus ao coração gelado dos aquarianos.
O meu é bem quentinho, bate forte, já sofreu horrores e tem uma dona que não sabe se expressar.
Ela fala,fala,fala, mas não consegue falar o que ela gostaria de dizer, por que ela sente demais.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Que merda é essa?

E uma angústia foi chegando de mansinho...
Eu parei, respirei fundo, fiz uma oração,  troquei de música.
Ela tentou voltar algumas vezes, mas as atividades a consumiram.
Mas na volta pra casa aconteceu um incidente, por pouco não foi comigo e ela voltou com tudo!
E vem uma vontade de chorar e você não sabe o porquê.
Eu resolvi escrever pra tentar decifrar de onde vem esse tormento.
Não sei se é exatamente do que me veio à cabeça agora, mas, seria talvez por causa de uma das coisas que mais me aterrorizam?

Pra você que está chegando agora e vê essa pessoa tão falante, sociável e comunicativa, mal sabe o quanto eu travo quando eu mais preciso falar!

Não,  tudo ainda me aterroriza! Por mais simples que possa parecer pra outra pessoa.
Acho que ainda não sei demonstrar como me sinto, menos ainda dizer sobre isso. E continuo não sabendo interpretar sinal nenhum! Se aparecer alguém com um sentimento qualquer, por favor diga! Porque eu de fato sou avoada!

E por que eu tô falando disso?
Eu andei pensando nisso, no tanto de tempo que passou, e eu continuo sem conseguir falar um A, e eu queria entender porque que eu sou assim.

Por que que pra algumas pessoas é tão natural falar um "eu te amo", falar como sobre você se sente, falar qualquer coisa, e pra outras é um martírio?

Gostaria que fosse tão natural quanto um puta que pariu, fodeu, caralho, que merda é essa?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Obrigada 2016

Eu sei que 2016 no geral foi um ano bem difícil, tivemos muitas perdas, uma crise interminável, a descrença parece cada vez maior em tudo, falta amor, falta compaixão, mas também tivemos exemplos tão generosos quando mais precisamos.

Eu, particularmente, sou muito grata à este ano que se foi.
Tá, a saúde não foi das melhores. Mas consegui superar.
E consegui superar o estresse, os momentos em que achei que fosse explodir e não fosse dar conta de nada.
Ainda preciso aprender a controlar a compulsão por doces que dá nessas horas.
Ainda preciso cuidar melhor da saúde e praticar alguma atividade física.

Mas 2016 foi muito bom pra mim!
Em 2015 eu comecei um "memory jar", fui guardando numa caixa pedaços de papéis com coisas boas que foram acontecendo ao longo do ano. E eu repeti isso em 2016. Confesso que com a correria que foi esse ano, muita coisa ficou parada e eu só atualizei a caixa nesses dias de recesso.
A grata surpresa foi ver que 2016 me deu muito mais coisas boas que o ano anterior.
Muito obrigada vida! ❤❤
Que 2017 seja tão generoso quanto 2016!

sábado, 23 de abril de 2016

Nem tudo é o que parece ser!

Estou ensaiando há semanas pra escrever aqui.
Pensando se devo ou não colocar pra fora o  que tem me incomodado.
Não peço que me entenda, nem que fique do meu lado.
Muitos que um dia falaram que sempre estariam aqui, se foram.
Hoje eu já não me importo mais como antes. Já não acho que alguém tenha obrigação ou sequer consideração pra ficar.
Não deve ser fácil pra quem nunca se sentiu assim entender o outro. Eu já estive do outro lado e confesso que não entendi e não soube como agir.
Nunca achei que fosse passar por isso, apesar de há muitos anos atrás terem me alertado sobre isso. Mas eu insistia que não,  eu não era uma pessoa depressiva. Imagina, eu???
É!  Eu mesma!
Eu que tanto ouvia  dizerem que era impossível imaginar eu triste, pq eu sempre fui tão alegre, tão divertida,  tão engraçada,  tão tão...
Então,  não é nada pessoal.
Não me afastei de você.
Não tô me escondendo de ninguém.
Eu sou assim.
Tenho épocas ótimas, outras mais ou menos,  outras ruins.
Eu posso continuar rindo, fazendo piada, postando coisas legais nas minhas redes sociais. Mas isso não significa que estou radiante.
Eu sinto um desânimo muito bizarro de vez em quando.
As coisas que eu mais amava fazer, nem essas me fazer levantar da cama.
Tem dias que eu só quero dormir! E dormir! E só!
Tive um momento desses na semana passada, consegui vencê-lo, fui ver quem eu queria ver. Dei o abraço que eu tanto queria dar há tanto tempo, e fiquei muito feliz por isso.
Sabe aquele abraço que parece lar, que faz uma falta! Mas que mesmo assim , das outras vezes foi difícil eu sair da cama por esse abraço( tudo bem que, tinham outros fatores).
Eu chegava a pensar que, por eu ter sumido, o abraço pudesse achar que eu o tinha esquecido. Mas ele sempre esteve aqui, até nos piores momentos em que eu só queria dormir.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A saudade do que não foi

Eu não sei te dizer o que exatamente que me emocionou tanto a ponto de não conseguir parar de chorar.
A história, a linda história, que não teve o final que a gente queria.

Eu me doo pelo outro. E no caso pela amiga que teve uma perda tão grande.
Me dói porque eu sei o que é ter um buraco que nunca vai ser fechado.
Me dói,  porque se fosse comigo, não sei se eu suportaria essa perda.
Me dói, pelo o que poderia ser e infelizmente a vida não quis assim.
Me dói, porque eu penso no meu "o que poderia ser e foi" que está vivo, mas deixou de ser.
Me dói, porque eu nunca consegui fazer e dizer tudo o que eu queria.
E tem aquela frase que me mata " e quando eu penso em tudo o que eu perdi por não dizer o que eu queria".
E tudo voltou à tona!
Eu sabia que isso estava guardado em algum canto. Tinha jogado pra debaixo do tapete pq eu precisava seguir a minha vida, eu precisava me mexer, eu precisava sentir algo novo.
Segui,senti, me estrepei, balancei e tô seguindo de novo. 
Daí vem aquela sensação de que tá faltando alguma coisa. Cadê aquela peça do quebra cabeça? Cadê a direção? 
Sabe, há saudade do que não foi. 
Há saudade do que era pra ser.
E apesar de as histórias serem diferentes, aquilo cutucou a minha ferida, arrancou a casca e agora sangra de novo.
Fazia um tempinho que eu não chorava assim.  
Vai ver, estava na hora de dar uma conferida pra ver se ainda estava por aqui, lavar,secar,e colocar de volta no armário.

Hoje minha terapeuta falou que são amores que não foram. O dela de certa forma foi vivenciado, o meu ficou no se... E que eu vi na história dela, a minha. O amor que não foi. 
Hoje eu falei muito, e o restante da história ficou pra semana que vem.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Eu demonstro à você o que eu de fato sinto?

Desde o começo do ano tem um assunto que vem me rondando e me deixando inquieta.
Sempre achei que atitudes diziam mais do que palavras e até então eu nunca tinha parado para pensar se o que eu transmitia era o suficiente para a pessoa saber como e quanto eu sentia por ela.
Mas com muitas conversas e discussões eu comecei a perceber que muita gente não capta isso de fato.
E a pergunta que vem pipocando insistentemente é, será que você sabia(sabe) como eu me sinto com/por você?
Não sou de fazer declarações, nunca fui, não consigo falar "eu te amo" ( rola um bloqueio, coisa para ser discutido mais pra frente na terapia).

Ah, eu comecei a fazer terapia neste ano.
Foi daí que uma luz sobre esse assunto acendeu.
Percebi que o que eu achava que era muito claro para mim, não deve ser assim tão claro para o outro, ou nada claro.

E eu que achava que eu demonstrava muito bem o que eu sentia, hoje já acho que não devo ter demonstrado nada. Ou demonstrei mas isso não significa que o outro entendeu.

E como que eu vou saber se cada um captou de mim o que eu estava de fato enviando?
Vou te perguntar: você sabe o que eu sinto/senti por você?

Eu gostaria muito de saber. De cada pessoa que já passou por mim.

Claro que de algumas pessoas mais ainda. Já pensei várias vezes como abordar isso de maneiras diferentes, mas mesmo mandando assim por escrito, não consigo!

Então eu pergunto à você aí do outro lado, o quanto/como você acha que recebeu de mim?