domingo, 28 de dezembro de 2014

Tudo o que eu falei dormindo

Dizem que sou espontânea, transparente, direta. Que eu falo o que penso. Não sou falsa. Quando eu gosto,  eu gosto! Quando eu não gosto a minha cara fala por mim.
Mas não sou toda assim.
Sabe aquela coisa de não deixar pra amanhã o que você pode dizer hoje?
Resoluções de fim de ano.
Não guardar pra você,pois o outro não lê mentes.
Sacou o que eu estou querendo dizer?
Todas as cartas que escrevi,os textos que escrevi...os que foram entregues, compartilhados,enviados...nunca em nenhum deles eu disse na lata, objetivamente, em poucas palavras, o que era necessário ser dito.
Sim,eu tenho medo!
Eu quero ter respostas claras, eu quero que me seja dito curto e grosso, seja lá o que for. Mas eu mesma não consigo fazer isso.
Pode perguntar por aí,  tem testemunha, cúmplice e protagonista.
Eu falo,falo, falo e não falo o que deveria ser dito.
Tô ouvindo no repeat a música título desse post,com os olhos embaralhados, porque o que eu consigo fazer é chorar!  Pelo menos assim elimino as minhas frustrações. O Rodrigo escreveu o que eu sempre fui e sempre fiz.
"Tudo o que eu falei dormindo, eu sempre quis dizer de dia"
Passa ano, e eu não aprendo!
Tudo o que eu disse (ou tentei dizer)sutilmente, indiretamente,  nas entrelinhas,  era o que eu deveria ter dito com meia dúzia de palavras.
Farei isso agora sem expectativa nenhuma, mas porque eu preciso aprender a fazer isso de alguma forma.
Acho que sempre segui a linha do "o que importa nessa vida é só deixar rolar,sempre... " ( foi assim que eu tive pra mim quando a gente se conheceu)

Tudo o que eu falei tentando dormir na noite passada,e nas anteriores, há algum tempo,  é que me peguei gostando de você. Não sou uma vaca egoísta, te quero bem e que seja feliz. Mas na real eu acho uma merda (não acho outra palavra melhor) você estar namorando outra, vi que o que eu queria, era que fosse eu!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Breakeven

Achei que depois dos trinta nós estaríamos livres de nos sentirmos como adolescentes com o coração em pedaços.

Pode soar como algo exagerado, mas no "calor da emoção " é assim que me sinto.

Eu perdi o apetite! Deu vertigem. O estômago embrulhou, tive vontade de enfiar o dedo na goela e vomitar. Vomitar tudo! Fosse comida, fosse todas as palavras, a vontade de chorar, todas as lembranças, cada segundo de cada uma delas, o não dito, o talvez, a esperança. A esperança que foi trazida do nada pra minha vida,sem eu pedir,sem eu procurar e que me foi tirada da mesma forma.
Vomitar o quanto poderia ser, quase foi, e ficou no quase.
Vomitar que eu não aguento mais isso, que eu achei que isso nunca mais iria acontecer e que agora era a hora.
Vomitar os sonhos que tive,dormindo,e que eram tão reais que me fizeram sonhar de dia também.