terça-feira, 1 de setembro de 2015

A saudade do que não foi

Eu não sei te dizer o que exatamente que me emocionou tanto a ponto de não conseguir parar de chorar.
A história, a linda história, que não teve o final que a gente queria.

Eu me doo pelo outro. E no caso pela amiga que teve uma perda tão grande.
Me dói porque eu sei o que é ter um buraco que nunca vai ser fechado.
Me dói,  porque se fosse comigo, não sei se eu suportaria essa perda.
Me dói, pelo o que poderia ser e infelizmente a vida não quis assim.
Me dói, porque eu penso no meu "o que poderia ser e foi" que está vivo, mas deixou de ser.
Me dói, porque eu nunca consegui fazer e dizer tudo o que eu queria.
E tem aquela frase que me mata " e quando eu penso em tudo o que eu perdi por não dizer o que eu queria".
E tudo voltou à tona!
Eu sabia que isso estava guardado em algum canto. Tinha jogado pra debaixo do tapete pq eu precisava seguir a minha vida, eu precisava me mexer, eu precisava sentir algo novo.
Segui,senti, me estrepei, balancei e tô seguindo de novo. 
Daí vem aquela sensação de que tá faltando alguma coisa. Cadê aquela peça do quebra cabeça? Cadê a direção? 
Sabe, há saudade do que não foi. 
Há saudade do que era pra ser.
E apesar de as histórias serem diferentes, aquilo cutucou a minha ferida, arrancou a casca e agora sangra de novo.
Fazia um tempinho que eu não chorava assim.  
Vai ver, estava na hora de dar uma conferida pra ver se ainda estava por aqui, lavar,secar,e colocar de volta no armário.

Hoje minha terapeuta falou que são amores que não foram. O dela de certa forma foi vivenciado, o meu ficou no se... E que eu vi na história dela, a minha. O amor que não foi. 
Hoje eu falei muito, e o restante da história ficou pra semana que vem.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Eu demonstro à você o que eu de fato sinto?

Desde o começo do ano tem um assunto que vem me rondando e me deixando inquieta.
Sempre achei que atitudes diziam mais do que palavras e até então eu nunca tinha parado para pensar se o que eu transmitia era o suficiente para a pessoa saber como e quanto eu sentia por ela.
Mas com muitas conversas e discussões eu comecei a perceber que muita gente não capta isso de fato.
E a pergunta que vem pipocando insistentemente é, será que você sabia(sabe) como eu me sinto com/por você?
Não sou de fazer declarações, nunca fui, não consigo falar "eu te amo" ( rola um bloqueio, coisa para ser discutido mais pra frente na terapia).

Ah, eu comecei a fazer terapia neste ano.
Foi daí que uma luz sobre esse assunto acendeu.
Percebi que o que eu achava que era muito claro para mim, não deve ser assim tão claro para o outro, ou nada claro.

E eu que achava que eu demonstrava muito bem o que eu sentia, hoje já acho que não devo ter demonstrado nada. Ou demonstrei mas isso não significa que o outro entendeu.

E como que eu vou saber se cada um captou de mim o que eu estava de fato enviando?
Vou te perguntar: você sabe o que eu sinto/senti por você?

Eu gostaria muito de saber. De cada pessoa que já passou por mim.

Claro que de algumas pessoas mais ainda. Já pensei várias vezes como abordar isso de maneiras diferentes, mas mesmo mandando assim por escrito, não consigo!

Então eu pergunto à você aí do outro lado, o quanto/como você acha que recebeu de mim?


terça-feira, 5 de maio de 2015

Meu querido Amigo,

Hoje comecei a ler um livro, "cartas de amor aos mortos" .O livro mostra cartas que uma garota escreveu à pessoas mortas, era uma lição de casa e mostra cartas que ela escreveu à pessoas famosas que morreram.
Me deu vontade de fazer isso, de escrever para as "minhas" pessoas que se foram. E veio a calhar que hoje seria seu aniversário aqui,e decidi começar escrevendo para você.
Espero que esteja tudo bem por aí, que você esteja bem, feliz e em paz.
Sempre penso em você,faz um tempinho que não sonho contigo.
Sabe que  tenho muito carinho por ti, sempre tive, foi de imediato e sei que independente de nos reencontrarmos um dia ou não, o carinho permanecerá.
Tenho gravado umas palavras suas, de uma troca de emails de muito tempo atrás. Sempre penso no que você me disse, aquilo me marcou e me fez enxergar coisas que estavam na minha cara e eu nem me dava conta.
Aquilo me ajudou!
Você me ajudou!
Foi uma luz, um "acorda minha filha", um impulso para me fazer sair daquela inércia. Muita coisa mudou de lá pra cá. Tem sempre uns altos e baixos,mas faz parte do pacote da vida né.
Não sei daí o quanto que você tem "acesso" à tudo por aqui, e há tanto para te contar!
Queria sonhar mais contigo, ou quem sabe até te ver, te encontrar de alguma forma e te dar um abraço. Se puder, e quando puder, apareça!
Seguimos aqui com saudades!
Nem é preciso fechar os olhos pra te ver sorrindo, teu sorriso é inesquecível e aquece o coração da gente saber que em algum lugar esse sorriso segue iluminando quem estiver por perto.
Como essa é minha primeira carta assim, nem sei bem o que dizer...espero de alguma forma já ter transmitido, pelo menos um pouco, todo o meu afeto.

Com amor e saudades,

Ju


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Faz tempo que não te escrevo, daí hoje me peguei te escrevendo mentalmente e lembrei que essa noite sonhei com você e eu sempre fico assim quando isso acontece, principalmente quando é tão intenso e tenso como foi noite passada. 
Espero que esteja tudo bem por aí. 
Nunca mais trocamos aquelas indiretas que só a gente sabia que era para o outro.
Já faz um tempo que não nos vemos e mais um tanto que não trocamos uma palavra sequer.

Como o esperado eu me afastei. Mas você sabe, não consigo ficar muito tempo tão distante, porque afinal de contas, você sempre terá o seu espaço aqui.
Você viu que eu tentei e teve gente também ganhando o seu devido espaço. E ganhou mesmo viu! Não achei que seria possível, não achei que alguém fosse conseguir transpor a muralha que eu construí depois que tudo começou a vir à tona.
Mas sem que eu percebesse, havia um novo habitante por aqui. Mas oh, eu percebi que cada um tem o seu próprio espaço. Você tem e sempre terá o seu. Ele tem o dele.

Muita coisa aconteceu por aqui, que eu nem sei o que eu deveria atualizar.No momento eu ando no olho do furacão.
De vez em quando eu tenho vontade de te escrever, saber de verdade como você está. Eu sei que você não vai responder, mas queria que você soubesse mesmo que eu não me esqueci.
Você sabe que eu não sei escrever como você e nem me expressar tão bem assim, fico no subentendido...
Sigo achando que você vai entender, como eu sei que sempre entendeu, mas se faz de desentendido.

Se cuida!
Sigo te querendo bem!