quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A música salvando meu 2017

Como elemento fundamental para minha sobrevivência, como meio de me conectar à tantas pessoas, me conceder amigos, ter eternizada na minha pele, a música teve o seu papel primordial estando comigo durante esse ano todo. 
E que ano complicado!
Passando por todos os músicos de rua dessa cidade da garoa, o ano mesmo foi começar lá no pré carnaval.
Teve Valesca Popozuda, Os Paralamas do Sucesso, homenagem ao Bowie, teve o trio da Daniela Mercury debaixo de um aguaceiro pra lavar a alma!
Quando  eu já estava ficando sem força alguma, sem vontade de nada, chegou o dia da primeira vez do Paolo Nutini aqui. Foi preciso uma força extra superior pra me tirar de casa e fazer: VAI! Eu era o próprio desânimo personificado. Era uma mistura de não sinto nada com sofro com tanto e com tudo!
Mas, consegui sair da caverna e o Paolo trouxe vida pra minha vida , por aquelas horas eu lembrei o que era isso. 
Paolo, muito grata por sua música que tanto adoro e mais ainda por esse dia importante.

Ah, Skank e Céu cantando Jorge Ben Jor e o próprio!
Ego Kill Talent! que banda foda!!! Muito feliz pelos caras! Muito bacana rever o Jonathan e relembrar os velhos tempos de REC.

O segundo semestre que consegui respirar mais aliviada.
Pelo menos hoje não tenho mais o " não sinto nada", não sofro como antes e tenho um coração remendado!

Veio o Rock in Rio! Sem a Gaga :(
O ano foi tão conturbado que o festival chegou e eu nem percebi, não fiquei com aquela habitual ansiedade pré show.

Tudo começou com Skank, e não poderia ser mais perfeito!
Em seguida veio o fofo do Shawn Mendes , se vier futuramente num show solo, me aguarde!
A Fergie trouxe Pabllo Vittar, e foi incrível! 
A noite era do Maroon 5. Tantos anos depois, sim, sigo amando a banda da mesma forma. Cantando, chorando, só não fiquei pulando pq eu tava sozinha e recém operada.

Domingo, vi Johnny Hooker com Liniker, Elza Soares, Frejat, e a imponente Alicia Keys ( na hora do Fallin´ fui chorar no meu canto), esse dia reencontrei uma velha amiga do Rio, passamos o dia juntas, dia de atualizar os últimos anos e de encontrarmos quem nos uniu!
O grand finale era Justin Timberlake! Toda teen dos anos 90 enlouqueceu nessa hora. 
Eu vi um dos N SYNC!

Na semana seguinte veio  meu querido Jota Quest! Fui o mais próximo que consegui do palco, dali já fiquei pro show do Alter Bridge, que baita show! Teve o Grande Encontro, Ney Matogrosso com Nação Zumbi.
Tias fofinhas, ops, Tears for Fears veio trazer a nostalgia da infância e Bon Jovi veio tirar a má impressão do RIR de 2013. Ok, dessa vez vocês melhoraram, mas ainda não superaram aquele show de 2010 no Morumbi.
Meu último dia de rock in rio foi com os amigos olímpicos. Enquanto eu ia tentando chegar o mais perto possível da grade, tava rolando o Cee lo Green. Titãs foi a banda brazuca do dia.
As borboletas no estômago apareceram nesse dia, até o momento do Incubus entrar no palco. 1 hora passou tão rápido...mas foi a minha uma hora mais feliz ali.
Nunca na vida eu imaginei que um dia fosse ver o The Who. E menos ainda que eu fosse conseguir ver o Guns N´Roses 2 vezes em menos de um ano, com sua formação original!
Foram quase 4h de show do Guns!!!!! O corpo da gente já estava em outra dimensão de tão esgotados que estávamos, e os caras lá, tocando a vida toda.

SURREAL!

Passado o RIR, veio ele, John fucking Mayer. Se eu pudesse, aka, se eu estivesse empregada, eu teria ido em todos os shows. Mas, como os planos divinos foram outros, eu já tinha comprado o ingresso daqui pouco antes da demissão, graças à Deus eu pude rever esse cara que é O artista mais tocado no meu mp3, no meu spotify, last.fm, em tudo meu.
Esse dia  bateu uma emoção diferente, não sei explicar. Teve um choro diferente, um nó na garganta, um alívio, uma gratidão, um monte de coisas.
No dia seguinte rolou show solo do guitarrista do John, o David Ryan Harris, coisa muito fina!

E outubro era mês do U2 encerrar a tour do Joshua Tree aqui. Há meses eu vinha tentando imaginar como seria minha reação qdo chegasse os dias dos shows, pq sem condições de ir neles. Os outros todos eu tinha comprado há muuuuuuuuuuuuito tempo atrás, até no ano passado. Eu quase desisti do RIR, ia vender os ingressos pq não tinha condições de bancar viagem pro Rio. Só fui pq eu tive ajuda, de amigo e da minha mãe.

Quando eu já estava conformada, de boa com tudo, vendo as fotos e vídeos sem sofrimento e sim muito feliz por quem tava lá. E vendo como tava tudo lindo e me emocionando do lado de cá...no último dia, de manhã eu recebo a melhor notícia do ano: um anjo em forma de gente que tinha um ingresso sobrando, me levou com ele! 
Ganhei presente de Natal antecipado!

Eu fiquei tão atordoada, que não sei como consegui me arrumar e chegar lá no estádio.
Mais uma tour, mais uma vez vendo eles de perto. 
Um show tão significativo, com tanta emoção misturada.
último show da turnê.
Um milagre pra mim.
Uma benção para um ano tão emocionalmente sofrido.

Aproveitando as coisas boas dessa cidade, com amigo turista, vimos Liniker & os Caramellows , despretensiosamente quando esse show acabou, fomos andar pelo centro da cidade e nos deparamos com um espetáculo com Ballet de Heliópolis e a Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé.
Revi os queridos Renato Rocha e o Tico num pocket show de matar as saudades!
Musicalmente falando, não foi show, mas fui na exposição sobre o Renato Russo. Tem um espaço pra você ver trechos de apresentações da Legião Urbana, pensa, eu não queria sair dali!

Vida, obrigada pela música.
Música, obrigada por me dar vida!





domingo, 19 de novembro de 2017

Ansiedade minha de toda hora

Eu venho guardando muita coisa que eu gostaria e deveria pôr pra fora.
Daí, lendo um texto despretensiosamente, em que a pessoa contava sobre sua ansiedade, e sobre sofrer por antecipação, e ontem me peguei tendo um desses "ataques" de sofrer antecipadamente, criando situações que só trazem martírio. E aí eu consegui ter o estalo " pára! Isso não é real! Vc tá se machucando".
Reviver situações que não saíram como esperado, e ficar imaginando "como seria se..." é um ciclo que fica martelando na minha cabeça o tempo todo,desde que me entendo por gente.
E é desgastante!
Esses pensamentos, vêem a qualquer momento, mas geralmente aparecem na hora de dormir. E quem consegue dormir com a cabeça te fuzilando?
" Nossa você dorme demais!"
O correto é: eu passo muito tempo na cama, mas nem metade desse tempo é dormindo.
Às vezes eu queria poder fazer como no filme "brilho eterno de uma mente sem lembranças".
Acho que seria mais fácil viver assim...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

semestre do cão

Foi um semestre do cão!
Pensei tantas vezes em escrever, precisei tantas vezes fazer isso, desabafar, tentar aliviar o peso que eu vinha carregando, mas eu não tinha forças pra nada.
Os meses passaram e eu não vi.
Agora a poeira está baixando, o corpo está voltando a funcionar, já não me sinto naquele estado letárgico.
Sabe, eu poderia ter feito um diário. Ter registrado como foi esse último semestre, ter registrado a que ponto baixo podem levar a gente. O quanto o stress, o trabalho e tudo relacionado à isso podem corromper tua saúde, teu bem estar, tua sanidade.

E quando você achava que iriam esperar você se recuperar, por que afinal de contas o trabalho te adoeceu, você é demitida.
É frustrante! É como uma apunhalada nas costas. Por tudo que fiz e vivi naquele lugar, a sensação é ruim. 
Por mais que, aquilo no momento estivesse acabando com a minha saúde, talvez houvesse outro modo de se fazer esse tipo de coisa.

Por que no fim, a gente parece pão de chão, depois de surrado eles te jogam fora.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Das coisas que eu não sei dizer

Outro dia eu li um daqueles textos que bateu uma identificaçãozinha aqui.
Eu sou uma pessoa desastrada, mas o desastre não é só físico, de sair derrubando coisas, trombando em tudo por aí...
Sou um desastre emocional também, como muito já falei e já devem ter percebido.
Não cheguei a discutir isso em terapia, mas só pode ser insegurança, medo e daí pra baixo. Pra quem já teve um número considerável de perdas nessa vida, e perdas importantes demais, o medo de passar por isso de novo, é aterrorizante.

E sei lá, qualquer coisa dá medo.
É foda se abrir de fato.
É contraditório, porque muitas vezes parece que sou um livro aberto e me jogo de cabeça nas coisas ( ou é essa a impressão que Eu tenho).
Tenho a impressão de que transpareço o que sinto, mas daí descubro que não.
Sou estabanada e falo algo de qualquer jeito e passo a impressão contrária do que eu queria e daí já foi.
Rainha de perder timings, perco sempre acho que, não, vc não tá dando mole pra mim.
Não faço jus ao coração gelado dos aquarianos.
O meu é bem quentinho, bate forte, já sofreu horrores e tem uma dona que não sabe se expressar.
Ela fala,fala,fala, mas não consegue falar o que ela gostaria de dizer, por que ela sente demais.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Que merda é essa?

E uma angústia foi chegando de mansinho...
Eu parei, respirei fundo, fiz uma oração,  troquei de música.
Ela tentou voltar algumas vezes, mas as atividades a consumiram.
Mas na volta pra casa aconteceu um incidente, por pouco não foi comigo e ela voltou com tudo!
E vem uma vontade de chorar e você não sabe o porquê.
Eu resolvi escrever pra tentar decifrar de onde vem esse tormento.
Não sei se é exatamente do que me veio à cabeça agora, mas, seria talvez por causa de uma das coisas que mais me aterrorizam?

Pra você que está chegando agora e vê essa pessoa tão falante, sociável e comunicativa, mal sabe o quanto eu travo quando eu mais preciso falar!

Não,  tudo ainda me aterroriza! Por mais simples que possa parecer pra outra pessoa.
Acho que ainda não sei demonstrar como me sinto, menos ainda dizer sobre isso. E continuo não sabendo interpretar sinal nenhum! Se aparecer alguém com um sentimento qualquer, por favor diga! Porque eu de fato sou avoada!

E por que eu tô falando disso?
Eu andei pensando nisso, no tanto de tempo que passou, e eu continuo sem conseguir falar um A, e eu queria entender porque que eu sou assim.

Por que que pra algumas pessoas é tão natural falar um "eu te amo", falar como sobre você se sente, falar qualquer coisa, e pra outras é um martírio?

Gostaria que fosse tão natural quanto um puta que pariu, fodeu, caralho, que merda é essa?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Obrigada 2016

Eu sei que 2016 no geral foi um ano bem difícil, tivemos muitas perdas, uma crise interminável, a descrença parece cada vez maior em tudo, falta amor, falta compaixão, mas também tivemos exemplos tão generosos quando mais precisamos.

Eu, particularmente, sou muito grata à este ano que se foi.
Tá, a saúde não foi das melhores. Mas consegui superar.
E consegui superar o estresse, os momentos em que achei que fosse explodir e não fosse dar conta de nada.
Ainda preciso aprender a controlar a compulsão por doces que dá nessas horas.
Ainda preciso cuidar melhor da saúde e praticar alguma atividade física.

Mas 2016 foi muito bom pra mim!
Em 2015 eu comecei um "memory jar", fui guardando numa caixa pedaços de papéis com coisas boas que foram acontecendo ao longo do ano. E eu repeti isso em 2016. Confesso que com a correria que foi esse ano, muita coisa ficou parada e eu só atualizei a caixa nesses dias de recesso.
A grata surpresa foi ver que 2016 me deu muito mais coisas boas que o ano anterior.
Muito obrigada vida! ❤❤
Que 2017 seja tão generoso quanto 2016!